Leite Fraco: Confira 8 truques para produzir leite de qualidade e quantidade adequadas

Fala mamães, primeiro de tudo: Vocês são incríveis! Tomem posse disso.

Hoje aqui no EU FALEI! o assunto é: LEITE MATERNO – QUALIDADE E QUANTIDADE! Se você já é mãe e está amamentando, com toda certeza você já ouviu os seguintes questionamentos: Esse choro não é de fome não!? Será que seu leite está fraco?! Você deve ter pouco leite, não?! Por mais informada e segura que você esteja, naquela loucura de fralda, choro e privação de sono, a semente da dúvida é semeada e pode levar a decisões equivocadas. Por isso estamos aqui para acabar de uma vez por todas com as suas dúvidas, vem conferir.

A crença do leite fraco ou insuficiente é um paradigma que paira sobre as mamães há muitos séculos, esta herança social que ultrapassa gerações é a principal responsável pela complementação alimentar dos bebês com as fórmulas artificiais. Uma questão que embasa a crença é o aspecto “aguado” do leite humano quando comparado ao leite de vaca, o que confere a ele um feitio desnutrido. Essa aparência duvidosa aliada ao choro do recém-nascido, que muitas vezes é incompreendido, torna a ideia de oferecer uma alimentação “mais forte” cada vez mais atraente. Entretanto, é preciso lembrar que os bebês choram por diversos motivos como frio, cólica, dores no corpo, necessidade de contato/colo, necessidade de sucção/mamada afetiva e sono. Além disso, a complexidade e a riqueza do leite materno é tamanha que nenhuma versão artificial é capaz de reproduzi-lo e caso fosse, o custo seria tão elevado que a fabricação seria financeiramente inviável.

Na prática, o que ocorre são barreiras culturais tão enraizadas que ultrapassam até mesmo os conhecimentos e recomendações científicas. Vale lembrar que todas as mulheres possuem um número semelhante de células produtoras de leite, independentemente do tamanho das mamas. Desta forma, o seu o corpo já encontra-se preparado para a lactação, ele só precisa de manutenção e estímulos regulares, como nas recomendações descritas a seguir:

  • Manter o corpo sempre hidratado, ou seja, consumir bastante água;
  • Fazer um dieta equilibrada, tudo de nutritivo que você ingerir chegará até o bebê por meio do leite;
  • Amamentar em livre demanda – horários rígidos geram irritabilidade na criança e atrapalham a amamentação, visto que o leite é tanto comida quanto bebida. Logo, em dias mais quentes, por exemplo, é normal que os intervalos entre as ingestões de líquido sejam menores;
  • Esvaziar completamente a mama antes de fazer a troca – a gordura do leite concentra-se no final da mamada e confere uma maior sensação de saciedade;
  • Retirar o leite estimula uma maior produção, além disso ele pode ser doado ou armazenado;
  • Amamentar durante à noite, já que a libertação de prolactina é superior nesse período;
  • Consumir alimentos ricos em gorduras boas – abacate, castanha, azeite e coco, pois aumentam a sensação de saciedade [DICA DE OURO, funciona mesmo!].
  • Evitar estresse e ansiedade;

Se o bebê ganha peso de forma adequada, então a amamentação mostra-se eficiente. Caso contrário, antes de desistir da prática é interessante buscar orientações com uma consultora de amamentação. O fenômeno referente a baixa produção de leite se chama hipogalactia, ele é bastante raro e de modo geral não é o grande responsável pelo desmame precoce, o que ocorre principalmente pela falta de informação e o desamparo social.

Uma última dica: Sempre busquem informações antes das consultas com o pediatra, isso vai permitir que vocês discutam as melhores opções juntos. Isto porque, muitos profissionais seguem protocolos engessados e desatualizados, caso não se sintam seguras sobre as recomendações recebidas busquem uma segunda opinião.

E ai?! Ficou alguma dúvida? Contem pra gente aqui nos comentários.

 

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