Entenda por que a amamentação pode salvar a vida do seu bebê no hospital

Fala mamães, primeiro de tudo: Vocês são incríveis! Tomem posse disso.

Hoje aqui no EU FALEI! o assunto é: amamentação! Se tem uma coisa que nós ouvimos muito sobre o tema é que a prática deve ser feita até os 2 anos ou mais da criança e de forma exclusiva até os 6 meses, não é?! Mas você já parou para pensar o porquê? Vem conhecer o principal motivo dessa recomendação através da história de hospitalização e de cura do “mamador”.

Quem ai está passando ou já passou por esta fase sabe bem o que é sentir amor e ódio pela mesma coisa. No início têm as dores da adaptação ou até mesmo das lesões nas mamas, a solidão das madrugadas que é algo indescritível, você está sempre preocupada com o que pode ou não passar o leite e se priva de tomar um simples analgésico ou alguns bons drinks no fim de semana, mas depois que mamãe, bebê e “tetê” se ajustam este passa a ser um dos momentos mais gratificantes da vida e o melhor de tudo é você poder entregar para o seu filho algo único e insubstituível. O leite humano é, sem dúvidas, o alimento mais saudável que pode ser oferecido para o bebê, os benefícios da amamentação são diversos, entre eles:

  • Reduz a mortalidade infantil e as infecções;
  • Alimento “vivo” – capaz de se adaptar às necessidades do bebê;
  • Diminui o risco de obesidade;
  • Estimula e fortalece a arcada dentária;
  • Traz benefícios à saúde da mãe – já que a amamentação protege contra o câncer de mama;
  • Construção de um sistema imunológico sadio do bebê;
  • Por último e o mais relevante entre os itens mencionados, a amamentação promove a construção de um vínculo forte do binômio mamãe-bebê, no qual a mãe transmite ao seu filho ferramentas essenciais para sua sobrevivência. É nesse âmbito que entra o relato lindo e emocionante da Tatiane Camponez – @tatiabc.

A mãe do Francisco, que na época tinha apenas 1 ano e 4 meses, preparou um copo de água fervente para fazer a higiene da escova de dentes do pequeno e se ausentou por um breve momento, mas infelizmente com crianças basta 1 segundo para que ocorra um acidente. O bebê foi banhado por cerca de 200ml de água quente, tendo assim queimaduras de 2º grau e 3º grau em 24% de seu corpo.

O tratamento teve que ser conduzido na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) e nesse ambiente desconhecido o bebê não se sentiu seguro para se alimentar normalmente, nem mesmo as fórmulas indicadas pelo pediatra foram aceitas, apenas o leite materno. Aqui eu preciso fazer uma pausa para parabenizar a mamãe pela dedicação, visto que a amamentação não é nada fácil e ainda é constantemente desestimulada por parte da sociedade.

Vamos ao desfecho, a recuperação do Francisco se mostrou surpreendente, com uma boa cicatrização, bons resultados de exames e sem perda de peso e infecções. Os médicos apelidaram-no carinhosamente de “o mamador” e nas palavras da heroína dessa história, a mamãe, o peito foi o alimento, o acalento, o amor, o analgésico, o antitérmico e antibiótico, desempenhando um papel singular para a cura.

A Tatiane ainda deixa uma recomendação: “Se tem um conselho que posso dar para vocês, mamães, é: LIBERE O TETÊ!”

Confira o depoimento na íntegra a seguir:

Por fim, deixo este destaque do Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 anos publicado pelo Ministério da Saúde: “O leite materno é único e inigualável e a amamentação promove saúde e afeto para a mãe e para a criança. Mulher, faça valer seus direitos e exerça seu poder de decisão sobre seu corpo e suas escolhas em todo o período da amamentação.”

E ai, gostaram?! Compartilhem suas experiências comigo aqui nos comentários!!!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *